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terça-feira, 29 de novembro de 2011

LYGIA BOJUNGA DISSE:

"Fabiana, tua mensagem me tocou. É muito bom saber que meus personagens têm te feito uma companhia razoável, e mais! que a minha escrita te serviu um bocadinho pra confirmar uma vocação. Obrigada por cada uma das tuas palavras. Li teus textos com interesse e gostei de ver a frequência com que a poesia te visita: seja você andando pela prosa, ou pelo verso, a poesia está sempre te guiando: privilégio que não é dado a todos."

domingo, 27 de novembro de 2011

GRANDE EMOÇÃO ESCUTAR O QUE DISSE UMA LEITORA!!

Fabiana como nasce a alma poeta? Tenho pensado que vocês são seres especiais. Conseguem em poucas palavras dizer tanto de tantos, do mais profundo do ser. Adoro você. Como mesmo disse, é maravilho ler alguém que nem lhe conhece e saber tanto de mim, parece que tava tudo guardado aqui e Deus inspirou alguém para dizer.

LUCILAIR BEZERRA


sábado, 29 de outubro de 2011

FEIRA DA PALAVRA NA ESCOLA ESPAÇO VIDA





OI FABIANA,
HJ TENHO UMA HISTÓRIA PRA LHE CONTAR...LEIA NUM SOPRO DE ALEGRIA...

UMA MENINA GANHOU UM LIVRO DE POESIAS NO SEU ANIVERSÁRIO, GUARDOU O LIVRO SEM LER...UM BELO DIA PRECISOU DE UMA LEITURA QUE LHE FIZESSE SONHAR...NESSE DIA IRIA COMEÇAR A SUA SESSÃO DE QUIMIOTERAPIA...ESCOLHEU O LIVRO DE POESIAS QUE TINHA VERSOS DE GRANDE SENSIBILIDADE...ASSIM COMEÇOU A LER..." UM DIA DESCOBRI QUE O OLHO DE DEUS PERMEAVA MEU CORPO COM VOZES DE SILÊNCIO..."
LEU, CHOROU E SE APAIXONOU PELOS VERSOS...

ESTOU LHE CONTANDO UMA HISTÓRIA VERDADEIRA...MINHA IRMÃ MARIA AMÁLIA ESTÁ COM CANCER DE MAMA E O SEU LIVRO TEM SIDO UMA GRANDE COMPANHIA.
BJS
ANA CLARA

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O que temer? Nada.
A quem temer? Ninguém.
Por que? Porque aqueles que se unem a Deus obtém três grandes previlégios: onipotência sem poder; embriaguez, sem vinho e vida sem morte.

São Francisco de Assis

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

POR QUE AS PESSOAS ESCREVEM?



Por que as pessoas escrevem? Já me fiz tantas vezes esta pergunta que hoje posso respondê-la com a maior facilidade. Elas escrevem para criar um mundo no qual possam viver. Nunca consegui viver nos mundos que me foram oferecidos: o dos meus pais, o mundo da guerra, o da política. Tive de criar o meu, como se cria um determinado clima, um país, uma atmosfera onde eu pudesse respirar, dominar e me recriar a cada vez que a vida me destruísse. Esta é a razão de toda obra de arte.
Só o artista sabe que o mundo é uma criação subjetiva, que é preciso escolher, selecionar. A obra é a concretização, a encarnação do seu mundo interior. Ele espera impor sua visão pessoal, partilhá-la com os outros. Se não atinge esta última finalidade, o verdadeiro artista persiste assim mesmo. Os poucos momentos de comunhão com o mundo valem esse sofrimento, pois finalmente esse mundo foi criado para os outros como um legado, como um dom destinado a eles.
Também escrevemos para aprofundar o nosso conhecimento de vida. Para atrair, encantar e consolar. Escrevemos para acalentar nossos amantes. Para degustar em dobro a vida: no momento preciso e retrospectivamente, na sua lembrança. Escrevemos, como Proust, para tornar as coisas eternas e para nos convencermos de que elas o são. Para podermos transcender nossa vida e alcançarmos o que existe além dela. Escrevemos para aprender a falar com os outros, para testemunhar nossa viagem ao labirinto. Para abrir, expandir nosso mundo quando nos sentimos sufocados, oprimidos ou abandonados. Escrevemos como os pássaros cantam, como os primitivos dançam seus rituais. Se você não respira quando escreve, não grita, não canta, então não escreva porque sua literatura será inútil. Quando não escrevo, meu universo se reduz; sinto-me numa prisão. Perco minha chama, minhas cores. Escrever deve ser uma necessidade, como o mar precisa das tempestades – é a isto que eu chamo de respirar.

A vida de todos os dias não me interessa. Procuro apenas os momentos elevados. Estou de acordo com os surrealistas quanto à procura do maravilhoso.


Quero ser uma escritora que lembre aos outros que estes momentos existem. Quero provar que existe um espaço infinito, um sentido infinito para as coisas, uma dimensão infinita.

- Anais Nin