Fabiana Guimaraes Rocha é o novo endereço da poesia no Ceará. Ela não é apenas uma promessa literária que se desenha num futuro próximo ou distante. Ela é, já agora, uma das vozes mais belas e límpidas da poesia brasileira dos nossos dias. Uma voz que celebra as múltiplas dimensões da vida e do amor. Uma voz que acalma os ventos e as tempestades da conturbada hora presente. Uma voz que acena para os seus semelhantes com novas expectativas de esperança, de beleza e de paz. FRANCISCO CARVALHO
quarta-feira, 31 de março de 2010
LANÇAMENTOS NA BIENAL DO LIVRO 2010
-Dia 15 de abril ,quinta feira,ás 18:00 hs,no STAND DA EDITORA LITTERE,
LIVRO :AS MENINAS DO MUNDO DE LÀ
-Dia 17 de abril,sábado,das 15:00 ás 16:00hs, no CAFÉ LITERÀRIO O GALO DE OURO,(sala A inferior)
LIVRO :O SENHOR DO TEMPO E OUTRAS HISTÓRIAS,editora PAULINAS
-Dia 17 de abril,sábado ,ás 19:00hs,no CAFÈ LITERáRIO O GALO DE OURO,
LIVRO :O MENINO E O TEMPO,SEDUC/PAIC
sábado, 13 de março de 2010
COM EDUCADORES DA MINHA CIDADE
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
MOMENTO DE ALEGRIA e ENCONTRO COM OS EDUCADORES DO PAIC
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Lila Ripoll:(POETISA gaúcha)
Ternura
Eu te amo com a ternura das mães
que embalam os filhos pequeninos.
E te amo sem desejos.
Perto de ti meus sentidos desaparecem.
Meu corpo tem castidades de santa e de menina.
Quando falas nenhuma sobra se interpõe entre nós dois
Fico presa à palavra de tua boca
e à palavra de teus olhos.
Nada existe fora de nós. Longe de nós...
Tu és o Princípio e o Fim. O Tempo e o Espaço
Cada palavra tua mais espiritualiza
o meu sentimento e a minha ternura.
Tenho vontade de que meus braços se transformem
num grande berço,
para embalar teu sono de homem triste.
Nenhuma estrela brilha mais clara que os teus olhos
na minha alma,
e que a tua palavra no meu coração.
Nenhum homem foi amado com tanta pureza sem pecado,
nem tanta adoração!
Nenhuma mulher vestiu de tanta castidade
seu corpo e sua alma,
para a tristeza de um amor que quer viver,
e quer morrer.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
TARDE DE ENCONTROS E ENCANTOS COM AS CRIANÇAS DA ESCOLA LENICE JUREMA DE MAGALHÃES ,EM FORTALEZA



O encontro oferece aos estudantes, a oportunidade de entrarem em contato com autores dos livros infantis utilizados no PAIC
Os escritores Fabiana Guimarães, Antonio Filho, Luciano Albuquerque e a contadora de histórias Daiane Carneiro já prestigiaram o evento no mês passado.
Segundo Luciana Campos, do Laboratório de Informática Educativa - L.I.E, "as crianças percebem que os autores são gente como a gente e podem conversar sobre suas obras, não só dizendo o que mais gostou nas histórias como mostrando também suas produções, fazendo perguntas e ouvindo novas histórias"
Fabiana,
Quero te agradecer o "lindo encontro de encanto entre seu livro,você, meus alunos e eu.."
Ficamos todos, na escola, muito felizes com a sua presença e a dos demais escritores e contadora de estórias.
Foi realmente uma grande alegria e prazer. As crianças ficaram muito felizes, pois desde novembro estavam na expectativa da sua chegada. Você transformou esse momento num grande, marcante e emocionante evento, tenho certeza que os alunos não te esquecerão.
Beijos!!!
Professora ConsolaO
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
MANOEL DE BARROS
Que a importância das coisas advenham do encantamento que ela nos produz.
'O estilo é um estigma, é uma coisa que marca. Já vem com as nuances do indivíduo. O estilo é coisa quase genética. Todo escritor surge de uma doença. Quanto mais um escritor é atingido pela anormalidade, mais seu estilo aparece.'
'Eu escrevo com o corpo,poesia não é para compreender,mas para incorporar.entender é parede procure ser árvore.'
'Quem acumula muita informação perde o cordão de adivinhar .divinare,o sabiá divina.'
'Poesia é voar fora da asa.'
terça-feira, 5 de janeiro de 2010

![]() Sophia de Mello Breyner Andresen |
Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido.
Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só dos teus olhares me purifique e acabe.
Há muitas coisas que eu quero ver.
Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo.
E que o teu reino antes do tempo venha.
E se derrame sobre a Terra
Em primavera feroz pricipitado.
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Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.
Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.
Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.






